Lidando com o Alzheimer, a doença do esquecimento: Como zelar pela saúde de um paciente?

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O Alzheimer é uma doença que atinge milhões de pessoas no mundo inteiro. Seus portadores infelizmente convivem com o esquecimento, fruto de uma doença que causa a degeneração das células neurais,tornando seus pacientes pessoas dependentes de cuidados diários, medicação para retardar o avanço da demência, além do acompanhamento, com idas regulares ao neurologista e até mesmo psicólogos. Esta doença é mais propensa em pessoas acima dos 65 anos, não tem cura, mas o tratamento auxilia muito, porém o mesmo necessita de muita atenção, paciência, carinho e, principalmente, ajuda. Mas como você, que enfrenta esta luta, ao lado do familiar ou é cuidador de um portador da doença, pode lidar melhor com a mesma? Continue a leitura e aprenda dicas importantes e conselhos valiosos, capazes de facilitar a rotina de ambos.

Como prevenir, Diagnosticar e  quais são tratamentos indicados?

O Alzheimer não tem uma forma específica de se prevenir, porém, acredita-se que, manter seu cérebro ativo e principalmente alimentar-se de forma saudável, ajudam a retardar ou inibir a manifestação da doença. Diagnosticar o Alzheimer requer a realização de diversos exames, de sangue, neurológicos e até mesmo a avaliação, por um psiquiatra, para descartar a depressão. Os demais exames  (incluindo exames de tireóide), servem para se excluir outras doenças que podem ter o esquecimento como um dos sintomas. Tomografias também devem ser realizadas para que o neurologista (Apenas neurologistas ou Psiquiatras geriatras podem realizar o tratamento e acompanhar os pacientes). O tratamento é realizado com medicamentos capazes de diminuir os problemas causados pela doença, estabilizando o paciente que, terá um pouco mais de qualidade de vida, mediante a não ocorrência do comprometimento cognitivo e comportamental, pois os efeitos da doença serão os mínimos possíveis, auxiliando, inclusive, para que o paciente não desenvolva depressão, agravando assim seu quadro. Devem-se priorizar a utilização de remédios a base de compostos como Donepezila, Galantamina, Rivastigmina ou Memantina e o médico responsável pelo paciente indicará a quantidade diária a ser ingerida. Nas unidades de saúde públicas espalhadas pelo Brasil há ainda a oferta do adesivo de Rivastigmina transdérmico, para tratar a demência.

Auxiliando os pacientes: Como cuidar de um portador de Alzheimer?

Você, cuidador ou familiar pode ajudar muito a fim de que a vida do paciente seja mais “fácil”. Por exemplo, treinar o cérebro do paciente, a partir da realização de jogos, ou tarefas que estimulem sua mente é uma ótima opção. Realizar atividades físicas, principalmente esportes como hidroginástica ou caminhar por 30 minutos evita que o paciente tenha sua mobilidade reduzida, sinta muitas dores musculares, previne contra quedas, além de fortalecer seus músculos. Fisioterapia é indicado para aqueles que estão em um estado mais avançado do Alzheimer. Situações de estresse e nervosismo também devem ser evitadas, pois são prejudiciais.

Por fim, procure manter o paciente sob uma alimentação rica em folhas verdes como couve, e exclua alimentos gordurosos. Consulte um nutricionista sobre a dieta Mind, cujo o foco é oferecer um cardápio ideal para pessoas com perda de memória e pacientes de alzheimer. Já foi comprovado cientificamente que a mesma é capaz de retardar, em conjunto ao trabalho realizado pelos medicamentos, os avanços da doença. Adaptar a casa e os espaços comuns onde a pessoa com alzheimer pode circular, a fim de evitar quedas, esbarrões e outros problemas que podem ocorrer devido a mobilidade reduzida ao longo do tempo. Lembre-se, o principal cuidado é o amor. Seja paciente e tenha muito amor pelo paciente. Isto será algo que ele jamais vai esquecer.

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